• Multiverso de possibilidades
Atolada de problemas profissionais e familiares, Evelyn Wang tem uma vida medíocre. Tudo vira de cabeça pra baixo quando ela se vê em meio a uma ruptura entre universos, e a única pessoa capaz de resolver tudo é ela mesma.
Na primeira vez em que assisti Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo, eu optei por não escrever nenhuma crítica. Em vez disso, gravei um vídeo e postei no meu canal no YouTube, na época em que eu ainda tinha paciência de gravar. Ao assistir pela segunda vez, achei que seria legal registrar as minhas mudanças de opinião em formato de texto.
Você pode dizer o que for deste filme, menos que ele não é criativo. Tendo um distanciamento temporal, ainda que pequeno, fica evidente o quanto Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo é fruto do ano em que foi lançado. Era o auge das histórias de multiverso, alavancadas pela Marvel, e o filme dos Daniels ganhou projeção por aliar a alta dose de entretenimento temático com um roteiro que tinha algo a dizer.
Quando tiramos todos os enfeites, o filme fala basicamente sobre a imperfeição das famílias. Mãe e filha que não se compreendem, esposa e marido incompatíveis, pai e filha que não se aceitam. Isso faz com que a parte dramática funcione, mas em primeiro plano tá o espetáculo visual. O artifício narrativo dos personagens terem que fazer coisas estranhas pra adquirir habilidades é sensacional.
Mesmo reconhecendo todas as coisas positivas que eu senti da primeira vez que assisti, também vi coisas negativas. O ritmo excessivamente acelerado me deixou meio hiperestimulado, o que afetou a minha capacidade de prestar atenção. Além disso, algumas partes me pareceram meio bobas e o terceiro ato é arrastado demais, andando em círculos (pra fazer jus à metáfora da rosquinha) e atenuando o poder da mensagem.
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo conquistou muitos adeptos quando foi lançado, mas não demorou pra adquirir alguns haters. Achei incrível da primeira vez que vi. Na segunda, continuei gostando, mas fiquei menos impressionado e a diversão não foi a mesma.

FICHA TÉCNICA
Nome original: Everything Everywhere All At Once
Direção: Daniel Kwan, Daniel Scheinert
Produção: EUA
Duração: 2h19
Elenco principal: Michelle Yeoh, Stephanie Hsu, Ke Huy Quan, Jamie Lee Curtis, James Hong, Tallie Medel, Jenny Slate, Harry Shum Jr., Biff Wiff, Sunita Mani
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Nota: caso eu tenha usado algum termo desconhecido para vocês, meus queridos e queridas leitoras, não hesitem em acessar esse post aqui, ó: Glossário do Leleco
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Ei, você! Tudo joia? Pois é, eu também tô bem. E já que agora temos intimidade, comenta aí o que cê achou do filme. Opiniões são sempre bem-vindas, e é importante lembrar que nos comentários spoilers estão liberados. Se você não quiser vê-los, corre logo pra assistir e depois volte aqui, beleza?



