• Diferente dos demais
Ruby é a única ouvinte em uma família de surdos. Quando surge uma oportunidade de realizar o seu sonho de cantar, ela precisa decidir entre fazer o que ama ou ajudar os pais e o irmão com a vida de pescadores.
No Ritmo do Coração ganhou muita notoriedade ao vencer o Oscar de Melhor Filme há quatro anos. Pra muitos, é um dos piores vencedores do século, superando filmes supostamente muito melhores naquela edição, como Ataque dos Cães e Duna. Na época, eu mesmo achei loucura a decisão dos votantes da Academia, e até escrevi sobre isso na minha postagem dos Vencedores do Oscar 2022. Mas, quanto mais o tempo passa, menos eu me oponho a essa vitória.
Eu não vou negar que No Ritmo do Coração é um filme simples e que às vezes parece uma produção do Disney Channel. Não há uma inspiração visual, um roteiro extraordinário – até porque é uma cópia de A Família Bélier – ou uma direção impressionante. A trama é básica e não tem nada demais. Contudo, tudo é feito com tanto carinho que é difícil não se deixar levar.
Já é a 3ª vez que eu assisto a este filme e eu sempre me emociono mais do que na ocasião anterior. As atuações são delicadas e o longa faz um ótimo trabalho ao mostrar que não há vilões ali, só pessoas que estão corretas em suas próprias perspectivas. Todos os personagens parecem pessoas reais, e a sequência final da apresentação de Ruby é uma das cenas mais bonitas que eu já vi envolvendo música.
No final das contas, arte não deveria ser puramente sobre habilidade técnica. Eu sei que não é uma opinião muito popular entre críticos de cinema, mas eu prefiro um filme que me faça sentir algo do que um repleto de méritos técnicos, mas com o qual não me conectei. Portanto, analisando hoje, não considero mais o resultado do Oscar 2022 como injusto, sobretudo se considerarmos o momento social vivido naquela época, após uma pandemia.
No Ritmo do Coração é simples, e sua beleza reside nisso. É fácil se identificar com uma história de pessoas que buscam encontrar seu espaço dentro de uma comunidade. Além do mais, é legal ver um pouco de representatividade surda na sétima arte.

FICHA TÉCNICA
Nome original: CODA
Direção: Siân Heder
Produção: França, Canadá, EUA
Duração: 1h51
Elenco principal: Emilia Jones, Eugenio Derbez, Troy Kotsur, Marlee Matlin, Daniel Durant, Ferdia Walsh-Peelo, Amy Forsyth, Kayla Caulfield, Sarah Clarke, John Fiore
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Ei, você! Tudo joia? Pois é, eu também tô bem. E já que agora temos intimidade, comenta aí o que cê achou do filme. Opiniões são sempre bem-vindas, e é importante lembrar que nos comentários spoilers estão liberados. Se você não quiser vê-los, corre logo pra assistir e depois volte aqui, beleza?



