Séries

Doctor Who: 5ª Temporada (2010)

• Avanço no tempo

Enfim, Doctor Who me fisgou de vez.
Da primeira temporada à terceira, eu sempre achei a série no máximo boa. Com a chegada da quarta, as coisas já melhoraram, e pra mim o ápice foi atingido aqui, no quinto ano do novo ciclo do nosso querido Doutor.
Eu já disse isso em algum dos antigos pitacos mas vou repetir: se eu fosse reassistir tudo de novo eu provavelmente daria 5 Lelecos pra todas as temporadas. Mesmo eu não tendo achado espetacular na primeira vez em que assisti, Doctor Who foi uma série que me marcou muito, que continua me marcando e que tem um significado emocional muito forte pra mim. Mas como eu levo em conta minhas primeiras impressões, não vou ficar editando por causa disso, né.
O queridinho dos fãs, David Tennant – o Décimo Doutor – passou finalmente por mais uma regeneração. No final da temporada passada, a gente teve um pequeno vislumbre de como seria o Décimo Primeiro, com uma aparência ainda mais jovem e uma pinta de que seria um cara engraçado.
E isto se tornou realidade. Desde 2005, o novo Doutor de Matt Smith talvez seja o mais diferente. Embora o Nono e o Décimo Doutores tenham sido bem brincalhões, dava pra notar uma certa maturidade nos personagens. Já o Décimo Primeiro tem um ar mais sonhador, até mesmo um pouco infantil. E isto é ruim? Definitivamente não. Logo no primeiro episódio dá pra notar que a nova regeneração do Doutor é um pouco desengonçada e desastrada. Estas características dão incrivelmente certo com a nova companion, Amy Pond.
Amelia Pond é uma garotinha de uns sete anos que tá lá de boa na sua casa quando no meio da noite um certo homem aterrissa em seu quintal numa cabine telefônica azul. Ela corre pra investigar e conhece o Doutor. Os dois trocam diálogos e vão conhecendo um ao outro. Por estar sozinha, Amy topa a ideia de viajar pelo espaço e tempo com o alienígena de dois corações, o qual pede pra ela esperar no quintal enquanto ele dava um jeito em sua nave, a TARDIS. O problema é que umas tretas bem loucas acontecem e o Doutor só se encontra novamente com Amy doze anos depois, criando nela o apelido de “a garota que esperou”.
Um diferencial em relação às companions nesta temporada é o fato de Amy não ser a única. Seu namorado, Rory Williams, se torna também um companheiro de viagem do Doutor, ainda que Amy apareça mais e seja a principal.
A química entre os três, sobretudo entre Amy e o Doutor, é o ponto forte da temporada. O jeito descontraído de ser do Décimo Primeiro Doutor casa certinho com o estilo de Amy. Pra mim, que escrevo isto depois de ter assistido às dez temporadas disponíveis até então, a senhorita Pond continua sendo a minha companion favorita.
O outro destaque da trama, que pra mim foi uma surpresa, foi o fato da história ter tido um enredo contínuo. Como assim, mano?, você me pergunta. Bom, todas as quatro temporadas até então seguiram um mesmo modelo: episódios com tramas fechadas dentro deles, algumas sendo resolvidas em dois, no máximo três capítulos. Agora, além das histórias dentro dos próprios episódios, a temporada conta com uma trama que é desenvolvida ao longo da temporada inteira.
Pra mim isto foi uma qualidade gigante, sendo que deixou tudo ainda mais interessante. A história principal é sobre rachaduras brilhantes que vão aparecendo nas paredes em momentos aleatórios, normalmente nos finais dos episódios. Eu fiquei a droga da temporada inteira pensando “meu Deus do céu, que caralhos é isso” ou “MOSTRA LOGO O QUE SIGNIFICA ESSES BAGULHOS, VÉI”.
O primeiro episódio é uma excelente introdução ao universo do Décimo Primeiro Doutor. Alienígenas, conflitos, tudo bem no estilo Doctor Who de ser. O segundo episódio já tem uma pegada mais emocional, enquanto o terceiro contém mais ação.
O quarto e quinto episódios são os primeiros da temporada a contar com um arco dividido em dois episódios. Isto também acontece nos episódios 8 e 9 e nos últimos, o 12 e o 13. A temporada ainda conta com um Especial de Natal que pra mim é o melhor da série até agora, uma história de amor e de aventura – quase um curto filme.
Além da presença de mais de uma companion e de uma trama que dura a temporada inteira, a maior novidade é visual. É impressionante, parece que da quarta temporada pra trás a gente tava vendo a série em 480p pelo megafilmeshd, e a partir da quinta parece que a gente começou a assinar a Netflix e tá vendo tudo em 4K. A diferença é gritante. Logo no primeiro episódio eu pensei que tava assistindo outra série, e apesar de eu não ligar taaanto pra efeitos especiais se a história é boa, confesso que foi outra coisa ver Doctor Who avançar no tempo (sem trocadilhos).
Tantas qualidades no quinto ano, mas ainda tem mais. A temporada conta com a que pra mim é uma das cenas mais fortes e emocionantes de toda a série: a conclusão do episódio 10 – “Vincent and the Doctor”. Eu iria dar o prêmio de melhor episódio pra ele só por causa da cena em questão, mas a verdade é que o capítulo em si é bem mediano.
Depois de tanta coisa boa, tenho que mencionar aqui os defeitos, ainda que eu tenha dado 5 Lelecos. O pequeno problema da temporada é algo recorrente desde o começo da série, a oscilação. Enquanto alguns episódios são muito bons mesmo, outros são apenas legais ou medianos.
Fora isso, a quinta temporada pra mim foi um divisor de águas. Com personagens cativantes e tramas interessantes, a nota de 5 Lelecos foi merecidíssima.

 

{Nota: caso eu tenha usado algum termo desconhecido para vocês, meus queridos e queridas leitoras, não hesitem em acessar esse post aqui, ó: https://pitacosdoleleco.com.br/2017/07/11/glossario-do-leleco/}

{Nota nº 2: quer conhecer melhor a história do blog e os critérios utilizados? Seus problemas acabaram!! É fácil, só acessar esse link: https://pitacosdoleleco.com.br/2017/09/16/wiki-do-leleco/}

{Nota nº 3: bateu aquela curiosidade de saber qual exatamente é a nota desta temporada, sem arredondamentos? Se sim, dá uma olhada aqui nesse link. Se não, pode dar uma olhada também: https://pitacosdoleleco.com.br/2017/09/16/gabarito-do-leleco/}

 

~ OBSERVAÇÕES SPOILENTAS: NÃO LEIA A NÃO SER QUE JÁ TENHA VISTO A TEMPORADA INTEIRA. O AVISO ESTÁ DADO ~

 

  • Cê acha que seu namorado te ama só porque te deu uma caixa de chocolates da Cacau Show? Ah, beleza. Mas ele por acaso te esperou por 2000 ANOS??????
  • Já adoro essa River Song, embora fique um pouco confuso com sua linha do tempo louca kkk
  • Tadinha da Amy também, ter esperado o Doutor por 12 anos e ter tido que aguentar todo mundo falando que aquele acontecimento tinha sido imaginação dela. E é por isso que “o casal que esperou” é tão lindo.
  • Weeping Angelsssssss, melhores vilões. É verdade que os dois episódios com eles não foram nem de longe espetaculares como “Blink”, mas ainda assim foram ótimos. Aquele negócio deles serem capazes de sair de uma imagem foi sensacional.
  • Aquela cena do cara do museu discursando sobre Van Gogh na frente dele……..não tem jeito, TODA VEZ que eu assisto eu choro, não consigo. Que atuação daquele cara, Tony Curran.
  • O arco dos Silurians foi muito bem trabalhado, eu não duvidaria nada das coisas acontecerem daquele jeito no mundo real.
  • Doctor dançando, hahaha
  • A atriz Helen McCrory, que interpretou a alienígena-vampira Rosanna Calvierri no episódio 6, gosta de vilãs, né? Ela já foi a Narcisa de Harry Potter, já foi a bruxa do mal de Penny Dreadful, agora uma criatura vampiresca…eu, hein.
  • Eu só queria conseguir ser tão puro e protetor quanto uma baleia das estrelas.
  • Velho, o final em que a Amy recita aquela expressão “something oldsomething newsomething borrowedsomething blue”  e a TARDIS aparece foi genial.
  • Amy tentando beijar o Doctor, hahaha
  • Caaara, eu acho muito massa tramas como aquela do episódio 7 – sonhos dentro de sonhos, realidades dentro de realidades. Por isso gostei tanto daquele capítulo.
  • E por falar em gostar tanto, curti bastante o episódio em que o James Corden faz uma participação especial; me diverti pra caramba. Será que o Doctor tem espaço no Real Madrid ou no Barcelona?
  • Rory morreu, Amy morreu, mas no final todo mundo voltou de volta à vida. Parece Supernatural, mas é só Doctor Who.
  • “If you were that old, and that kind, and the very last of your kind, you couldn’t just stand there and watch children cry” – uma das melhores frases da temporada.
  • Demorei pra entender o que tava acontecendo na season finale, tanta reviravolta que eu fiquei perdido. Mas no final eu saquei tudo, e que enredão da porra.

 

~ FIM DAS OBSERVAÇÕES SPOILENTAS. A PARTIR DAQUI PODE FICAR DE BOA SE VOCÊ AINDA NÃO VIU ~

 

+ Melhor personagem: Doutor
Acho que eu já falei que provavelmente toda temporada de Doctor Who terá seu protagonista como o melhor personagem. Fazer o quê, né.

Antes da fama

+ Melhor episódio: S05E13 (“The Big Bang”)
Embora o episódio 10 conte com o momento mais forte da temporada, a season finale resolve a trama principal num estilo bem timey wimey wibbly wobbly.

Depois da fama

+ Maior surpresa: Amy Pond
Eu não esperava que fosse gostar tanto de uma companion. A Rose eu achei legalzinha, bem superestimada; a Martha foi mediana, teve momentos bons e momentos ruins; a Donna eu achei forçada em algumas partes, mas bem legal em outras; já Amy pra mim combinou certinho com o novo Doutor de Matt Smith.

Que linda mds do céu olha essa mina aaaaa

 

Ei, você! Tudo joia? Pois é, eu também tô bem. E já que agora temos intimidade, comenta aí o que cê achou da temporada. Opiniões são sempre bem-vindas, e é importante lembrar que nos comentários spoilers estão liberados. Se você não quiser vê-los, corre logo pra assistir e depois volte aqui, beleza?