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LelecoJedi #01, #02, #03 – Trilogia Clássica (1977/80/83)

• A Força da fantasia

Poucas sagas foram tão influentes para a cultura pop quanto Guerra nas Estrelas. Quando se discute em uma roda de conversa nerd sobre o maior vilão do cinema, Darth Vader sempre estará pelo menos entre os três principais. Quando se fala das maiores reviravoltas da sétima arte, O Império Contra-Ataca nunca deixa de dar as caras. Em praticamente todos os quesitos, a trilogia clássica de Star Wars marca presença, muito por causa da inovação que trouxe entre o final da década de 1970 e o início dos anos 1980. Na madrugada de 18 de dezembro, foi lançado o Episódio IX, intitulado de A Ascensão Skywalker. Eu poderia já tê-lo assistido logo nas telonas, mas resolvi ver tudo de novo antes. Para economizar tempo, vou fazer um pitaco para cada trilogia, começando pela primeira a estrear. Por isso, esta crítica vai ser um pouco diferente do habitual. Espero que gostem.

 

Episódio IV: Uma Nova Esperança – Em uma galáxia muito, muito distante

Bom, Star Wars não fez parte da minha infância, como aconteceu com muita gente ao redor do mundo. Eu fui assistir pela primeira vez há pouco tempo, mas logo de cara eu vi que gostaria. No momento que surgiram aquelas letras anunciando a sinopse da obra com a música-tema ao fundo, não dava pra deixar de notar que ali havia uma identidade muito bem estabelecida. Eu sabia a história muito por cima, mas ver tudo sendo contado na minha frente foi legal pra caralho.
Caso você seja igual o Leleco de alguns anos atrás e até hoje não tenha visto, vou dizer sobre o que se trata o primeiro (ou quarto) capítulo da saga. A galáxia é controlada pelo Império, uma organização maligna liderada pela figura do Imperador e capitaneada pelo poderoso Darth Vader. Porém, como em todo regime autoritário, há a resistência, os rebeldes, na luta para tirar o universo daquela tirania. Certo dia, o sonhador Luke Skywalker se vê diante de uma situação inusitada quando os androides C-3PO e R2-D2 desembarcam em seu planeta natal, Tatooine, em busca de um certo Ben Kenobi. Luke reconhece o nome e, após uma tragédia familiar, não vê escolha a não ser se integrar em uma missão arriscada contra as temíveis forças imperiais.
Como eu disse no primeiro parágrafo, a primeira coisa que dá pra notar em Uma Nova Esperança é que existe uma carga muito grande de identidade própria. A trilha sonora, os personagens, o desenvolvimento das locações, os efeitos visuais que impressionam até hoje… mesmo quem não curte muito a temática, precisa reconhecer que é uma excelente obra cinematográfica. A trajetória do protagonista Luke não possui tanta coisa inesperada, é uma simples jornada do herói. Ele, em si, tá longe de ser o melhor personagem. Contudo, os outros indivíduos auxiliam na narrativa da trama e deixam tudo muito completinho. É um filme nostálgico até pra aqueles que não viveram a época, com muito charme e cenas de ação deliciosas para os fãs de fantasia. Melhor personagem: Princesa Leia, por demonstrar sua força e coragem e quebrar o estigma de que mulheres no cinema precisavam ser reduzidas a mocinhas em busca de salvação.

Dando aquela arrumada básica no aspirador de pó

Episódio V: O Império Contra-Ataca – O polido cristal nerd

Se você perguntar a 10 fãs de Star Wars, pelo menos 9 te dirão que este é o melhor filme da série. Além de contar com a cena mais icônica da ficção até os tempos atuais, ele é recheado de dramas, lutas com sabres de luz, naves explodindo, a Força sendo usada e alguns membros se perdendo.
Olha, não tem como eu fazer sinopse dessa obra sem citar alguns acontecimentos anteriores, mas vou tentar não dizer algo que estrague a experiência pra quem ainda não viu. Agora em um papel de liderança dentro da Aliança, Luke Skywalker está com seus companheiros em um planeta isolado, todos escondidos do Império. No entanto, a breve paz se desfaz e o nosso herói acaba se separando de Han Solo, Princesa Leia, os androides e o restante do pessoal. Inspirado por um sonho, ele viaja até o sistema Dagoba para aprender o ofício dos Jedi com o Mestre Yoda. Enquanto isso, seus companheiros tentam encontrar alguma maneira de ferir os inimigos.
Na primeira vez que assisti à trilogia original, não tive dúvidas quanto à afirmação de que este era o melhor filme, pois não tinha como não ser. Ele traz tudo que um fã de Star Wars poderia gostar – é o Cavaleiro das Trevas do fã de filmes de super-herói. Ao contrário da obra anterior, Luke é um pouco mais dissecado e amadurecido, assim como a relação entre Han e Leia e o acréscimo de novos personagens, como Lando Calrissian e Boba Fett. Apesar de eu achar este último superestimado, as novidades agradam e O Império Contra-Ataca é uma obra completa e bem dosada. Assistindo pela segunda, terceira ou quarta vez, o impacto diminui um pouco e hoje eu o considero no mesmo nível dos outros dois filmes, mas é uma opinião pessoal. Melhor personagem: Darth Vader, por mostrar na prática o porquê de ser um dos maiores antagonistas da história e participar do momento mais emblemático do cinema mundial. Maior surpresa: Yoda. Apesar de aparecer pouco, ele é cativante e se torna um verdadeiro símbolo do universo intergaláctico.

Um maestro regendo a sua orquestra

Episódio VI: O Retorno de Jedi – Tudo em família

Vou direto ao ponto: a trilogia clássica é encerrada aqui com muita qualidade. Em uma missão de resgate pra buscar Han Solo das garras de um velho inimigo, Luke e seus amigos ainda precisam se preocupar com a constante ameaça do mal. Após o Imperador cometer um erro, a Aliança se vê em uma posição capaz de aniquilar o pesadelo de uma vez por todas, e é isso que se compromete a fazer.
Eu sempre achei O Retorno de Jedi um pouquinho menos bom do que seus dois antecessores. O filme passa cerca de uma hora focado em um núcleo sem muita relação com o arco principal, o que diminui um pouco o peso da batalha final. Porém, assistindo e reassistindo, esse capítulo cresceu bastante em mim, e hoje eu também o considero no mesmo nível que os demais. A aventura inicial é divertida e a final é emocionante. As atuações estão ainda melhores, as locações chamam a atenção e a trama se fecha bem. Melhor personagem: Luke Skywalker, por finalmente se mostrar um herói completamente amadurecido e interessante. Menção honrosa a Anakin, o infame Darth Vader.

Sabre de Luke

 

Nota: caso eu tenha usado algum termo desconhecido para vocês, meus queridos e queridas leitoras, não hesitem em acessar esse post aqui, ó: Glossário do Leleco

Nota nº 2: quer conhecer melhor a história do blog e os critérios utilizados? Seus problemas acabaram!! É fácil, só acessar esse link: Wiki do Leleco

Nota nº 3: a arte utilizada na imagem principal do pitaco é de Brian Rood. Pesquisei no Google algumas fotos pra utilizar de destaque, e ela foi a minha favorita. Os créditos são todos dele, apesar de eu não fazer ideia de quem seja.

 

~ OBSERVAÇÕES SPOILENTAS: NÃO LEIA A NÃO SER QUE JÁ TENHA VISTO OS FILMES. O AVISO ESTÁ DADO ~

 

  • O massa dos stormtroopers é que o Ben fala no começo do primeiro filme que seus tiros são precisos e certeiros, quando mostra o veículo dos jawa todo destroçado. Porém, o que a gente menos vê é isso na prática, porque os caras erram tudo. E sei que esse questionamento já foi feito milhões de vezes, mas pra que diabos serve aquelas armaduras se toda arma as atravessa que nem faca no queijo?
  • A Leia dizendo que meio que sabia ser irmã do Luke o tempo todo deixou os beijos dos dois ainda mais bizarros do que antes. Os Lannister curtiriam.
  • Só vou deixar aqui meu REPÚDIO à edição que o George Lucas fez com a cena do Han conversando com o Jabba sobre o que devia ao bandido em Uma Nova Esperança. Se o bicho sabia falar a língua dele, por que dois filmes depois ele só era capaz de murmurar aquele outro idioma, precisando do C-3PO como tradutor?
  • Aliás, vi um comentário no Letterboxd dizendo que a Leia enforcando o Jabba com uma corrente foi o nascimento do feminismo. Sei que sou homem, mas acho que concordo com essa afirmação.
  • Nunca vou entender o porquê de todo mundo pagar pau pro Boba Fett. Beleza, ele tem um visual massa e conseguiu capturar o motherfuckin’ Han Solo, mas fora isso cometeu a proeza de morrer em um golpe SEM QUERER do piloto, enquanto este tava sem enxergar. Gênio do crime.
  • Tá decidido: quando eu morrer, quero virar pó e desaparecer igual a Ben Kenobi e Yoda. Se não for assim, vou ter que permanecer imortal, não tem outro jeito.
  • Lando Calrissian começou sendo o famigerado pau no cu, mas se redimiu no final das contas. Cumpriu o seu papel de vira-vira-casaca.
  • Não, eu sou seu pai. Não existe concorrência, essa é a frase mais poderosa de todo o cinema. E ponto final. A relação posterior entre Anakin e Luke como pai e filho em O Retorno de Jedi, inclusive, é sensacional.
  • É incrível como eu sei que o C-3PO é chato pra caralho, mas não consigo deixar de amá-lo. E sua parceria com o R2-D2 é a coisa mais fofinha de Star Wars. Han + Chewbacca vem logo atrás.
  • O temido Imperador morreu sendo jogado que nem um saco de bosta de uma altura gigante, desintegrando-se em algo não identificado no desfecho da queda. Curioso. Aliás, que porra é aquela na qual ele caiu? Era um campo de energia? Perguntas inúteis ponto jota pegue

 

~ FIM DAS OBSERVAÇÕES SPOILENTAS. A PARTIR DAQUI PODE FICAR DE BOA SE VOCÊ AINDA NÃO VIU ~

 

+ Veredito
A trilogia clássica vai continuar sendo a melhor do universo de Star Wars. A sua sucessora tá longe de ter a mesma criatividade e inovação, mesmo sendo produzida em uma era com muito mais acesso à tecnologia. Até mesmo a trilogia dos anos 2010 não chega aos pés de tudo que foi apresentado no século anterior. Não costumo ser saudosista, mas neste caso não tem como não ser. Pra quem gosta de fantasia e cinema em geral, esta é uma pedida obrigatória.

Um wallpaper pra vocês :))))

 

Ei, você! Tudo joia? Pois é, eu também tô bem. E já que agora temos intimidade, comenta aí o que cê achou do filme. Opiniões são sempre bem-vindas, e é importante lembrar que nos comentários spoilers estão liberados. Se você não quiser vê-los, corre logo pra assistir e depois volte aqui, beleza?